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Depressão

Impulsos elétricos podem amenizar sintomas da depressão, diz estudo

 

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Pessoas que sofrem com a depressão, mas são resistentes aos medicamentos podem encontrar alívio na tecnologia. Entretanto, os mecanismos que colaboram com a melhora ainda não são totalmente claros. Um estudo finalizado há alguns meses sugere que a estimulação magnética transcraniana (TMS) é capaz de corrigir as conexões neurais.

Pesquisadores da Escola de Medicina Weill Cornell utilizaram a ressonância magnética funcional para escanear o cérebro de 17 pacientes com o transtorno afetivo e de 35 voluntários saudáveis orientados para procurar não focar a mente em nada específico.

Estudos anteriores mostram que as regiões que permanecem ativas nesse estado de repouso, conhecidas pelos neurocientistas como rede neural em modo padrão, são hiperconectadas na depressão. Essas áreas regulam o foco interno, por isso os cientistas acreditam que o fluxo extra pode estar relacionado com a ruminação de pensamentos negativos, tão comum em pacientes com o distúrbio.

Em um primeiro momento, os pesquisadores confirmaram a hiperconectividade dessas regiões nas pessoas com depressão. Depois, os pacientes receberam tratamento padrão com a TMS durante cinco semanas, antes de passarem por um novo exame de imagem cerebral.

Nem todos se beneficiaram com a técnica, mas os que mostraram avanços revelaram um padrão interessante: diminuição da alta conectividade neural. Os testes mostraram atividade cerebral similar à dos participantes saudáveis. Além disso, aqueles que inicialmente tinham ligações mais estreitas entre as regiões de estado de repouso eram mais propensos a responder à TMS – mais evidências que auxiliam a esclarecer como a técnica ajuda a tratar a depressão.

Os resultados sugerem como ajudar a personalizar o tratamento. Um paciente poderia passar por um rápido exame de ressonância magnética funcional, por exemplo, para verificar se o cérebro é hiperconectado. Caso não se enquadrasse no perfil, evitaria o tratamento caro e demorado da TMS. O neurocientista Marc Dubin, coautor do estudo, ressalta que identificar as alterações neurais com maior precisão ajuda a encontrar o tratamento mais eficaz com maior rapidez.

Fonte: Mente & Cérebro

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10/03 /2015 às 09:25

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