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Hipertensão atinge um em cada três brasileiros, diz Ministério da Saúde

 

 

Uma doença silenciosa e que, sem controle, pode ter consequências devastadoras. Assim é considerada a hipertensão arterial, que atinge um em cada três brasileiros em idade adulta. No Piauí, dados do Ministério da Saúde apontam que 20,7% da população sofre com a doença, popularmente conhecida como “pressão alta”. Sem tratamento adequado, ela compromete as funções vitais do coração, cérebro, olhos e rins, acarretando uma série de complicações.

A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Por conta da falta de sintomas, muitas pessoas sofrem de hipertensão sem saber, o que potencializa o risco de ocorrência de outras doenças.

“Na maioria dos casos, a hipertensão se mostra assintomática. Quando a pessoa começa a sentir algo, é porque alguns órgãos vitais já foram afetados”, explica o neurologista Benjamim Vale.  O médico lembra que, por conta desta peculiaridade, é importante que a população cultive o hábito de passar por avaliações médicas anualmente.

Dados divulgados no ano passado pelo Ministério da Saúde apontam que existem quase 34 milhões de hipertensos no Brasil. No Piauí, a média de doentes está um pouco abaixo das estatísticas nacionais, mas chega a 20,7% da população. Seguindo a tendência brasileira, aqui também a maioria dos casos diagnosticados é em mulheres (21,5%). Entre os homens, este número é de 19,6%. Isto pode ser explicado, de acordo com o Ministério, por questões culturais, já que as mulheres procuram mais o atendimento médico e conseguem o diagnóstico da doença.

A pressão alta contribui significativamente para a ocorrência de doenças cardiovasculares, entre elas o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Benjamim Vale reforça que a pressão alta é a principal causa dos derrames do tipo hemorrágicos, que, apesar de serem os menos frequentes, são os mais letais. Além do diagnóstico, outra dificuldade está no tratamento da doença, que requer mudanças de hábitos e comprometimento por parte do paciente.

“O tratamento é difícil porque o sucesso depende do envolvimento do paciente, que terá que perder peso, controlar alimentação, fazer exercícios. Entre os que se tratam com remédios, há ainda aqueles que não tomam a medicação de acordo com as recomendações médicas”, lamenta Benjamim.

A falta de controle da doença pode acarretar problemas em vários órgãos vitais, como cérebro, rins e coração, por exemplo. “A pressão alta é a base para várias doenças, inclusive da maioria dos problemas cadiovasculares”, reforça Benjamim. Nos olhos, a hipertensão sem controle pode levar à cegueira. Já o sistema renal pode apresentar insuficiência por conta da doença.

Dieta saudável e controle de peso são imprescindíveis no tratamento

A mudança na alimentação é primordial na maioria dos tratamentos entre os hipertensos, já que a obesidade e o consumo de alimentos com alto teor de gordura e sódio são fatores de risco para a doença. “A má alimentação é responsável pela maioria dos casos de hipertensão. Após o diagnóstico, é necessária uma mudança de postura, pois a diminuição do peso ou o controle dos níveis de glicose, por exemplo, ajudam a controlar a pressão”, explica a nutricionista Eliana Castro Lima Aguiar.

Entre as medidas básicas, está a diminuição da quantidade de sal e gordura na comida. “É necessário evitar produtos enlatados, pois há muitos aditivos e altos níveis de potássio”, reforça a nutricionista.  Segundo ela, o ideal é consumir, diariamente, o máximo de alimentos naturais. Frutas e cereais, por exemplo, são essenciais no cardápio.

O tratamento para o hipertenso pode envolver uma série de ações, inclusive com o uso de medicamentos contínuos. Além disso, manter uma alimentação saudável, evitar o cigarro, beber moderadamente e praticar exercícios também são orientações, tanto para quem sofre com a doença, quanto para aqueles que desejam evitá-la.

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26/09 /2013 às 17:08

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