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Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)

 

Crianças extremamente opositivas, que discutem por qualquer coisa, não assumem as suas responsabilidades por falhas e que costumam se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família podem ter o Transtorno Opositivo-Desafiador.

O Transtorno Opositivo-Desafiador faz parte de um grupo de transtornos disruptivos, assim chamados porque as crianças que o possuem se colocam em conflito com as normas sociais e figuras de autoridade. Suas principais características são: estado de humor predominantemente irritado/zangado, comportamento opositor-desafiador e estado de vingança.

A doença é mais comum mais comum entre os 6 e 12 anos de idade, mas alguns dos sinais e sintomas também podem ser perceptíveis antes ou depois dessa faixa etária. Os sinais podem piorar na fase adulta e se transformarem em um Transtorno de Conduta, que apresenta riscos mais graves como maus tratos a outras pessoas, a animais e envolvem um grande risco para o uso de entorpecentes.

Segundo Joniel Soares, neuropediatra do Instituto de Neurociências do Piauí, o transtorno afeta muito a vida escolar e social das crianças, pois elas vivem uma situação muito desagradável, não só para eles, mas para as pessoas que vivem ao seu redor. Muitos pais evitam levar essas crianças para ambientes sociais.

“Existem as pessoas que acreditam que o TOD é uma doença e aquelas que não acreditam que ele seja uma enfermidade. Na minha opinião e experiência como médico, o Transtorno Opositivo-Desafiador é sim uma doença, porém ela é precedida de uma situação anterior de plena falta de limite. Então, eu acredito que um passo importante é que os pais evitem, desde cedo, a permissividade das crianças. A verdade é que hoje em dia a gente vive a “Ditadura das Crianças”. São elas que determinam e não os pais, o que vai ser feito com o momento de lazer, qual restaurante irão frequentar, qual canal da televisão, qual cardápio do dia, qual a viagem. Hoje em dia, eu vejo pais muito mais voltados para suprir a necessidade das crianças e não para impor limites de convivência e aprendizado. E é essencial o exercício do limite e da disciplina”, alerta o neuropediatra.

O tratamento para crianças que apresentam esta condição é multidisciplinar depende de três eixos: acompanhamento médico (em alguns casos exigindo o uso de medicação), a psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação, quando necessária, melhora a auto regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia é centrada em mudanças comportamentais na família (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e o suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois auxilia no engajamento do aluno opositor às regras escolares.

 

Ascom Instituto de Neurociências do Piauí

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06/11 /2017 às 16:00

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